Dívidas de ex-prefeito bloqueiam contas de Maués e ele ainda se diz inocente | Coluna Aconteceu - Marcelo Guerra

Dívidas de ex-prefeito bloqueiam contas de Maués e ele ainda se diz inocente

02/09/2017 às 22h09

Com uma lista de mais de 25 processos na esfera judicial, além de bens bloqueados, de ter tido móveis e equipamentos da Prefeitura de Maués apreendidos pela polícia na casa dele e de ser tema de uma CPI na Câmara Municipal de Maués, o ex-prefeito de Maués, o padre Carlos Góes, agora atrapalha a vida do povo mauesense.

Os desvios de recursos e a malversação do dinheiro público quando foi prefeito de Maués somam um rombo de R$ 52,2 milhões. Dívida que segue e que agora prejudica a população que um dia o elegeu.

A improbidade do ex-prefeito foi tamanha que esta semana a Justiça do Amazonas bloqueou R$ 527 mil das contas da Prefeitura de Maués, com débito judicial automático, engessando a atual gestão municipal.

A Procuradoria Geral do Município de Maués vinha trabalhando juridicamente para que a dívida fosse renegociada e reavaliada. E foi uma surpresa nada agradável receber a notícia do bloqueio das contas.

Mas na sua página oficial em uma rede social, Carlos Góes afirma ser inocente. Mas fica a pergunta: todos os processos e inquéritos com provas dos desvios de recursos, como os R$ 20,7 milhões do Fundeb que ele recebeu em dezembro de 2016, final do seu mandato, e que eram destinados ao pagamento da previdência de servidores da educação municipal, não valem nada?

Na época esse dinheiro sumiu dos cofres públicos em dois dias, sem jamais ter sido destinado ao pagamento dos servidores do município.

Carlos Góes parece seguir à risca a cartilha de seus parceiros políticos citados na Operação Lava-Jato, onde o político usa o dinheiro do povo para seu bem próprio, desvia recursos, é acusado com provas cabais, mas nega até o último o momento seus crimes.

Nem a batina lhe faz ter consciência, ao que parece. Se ainda celebra missas não se sabe, mas o ato da confissão este com certeza ele não pratica.

De acordo com dados da Justiça nas esferas municipal e federal, o padre Carlos Góes responde a por sete crimes de Improbidade Administrativa que resultaram em um mandado de segurança bloqueio dos seus bens. Além de processo de Crime de Peculato por te se apossado de bens – móveis e equipamentos – da Prefeitura de Maués e que foram encontrados na casa dele.

Isso tudo resultou em prejuízos para a população de Maués. “A nossa administração está com todas as contas em dia, estamos avançando com obras e programas jamais feitos. É uma pena ainda termos que sofrer reflexos das irresponsabilidades do ex-prefeito”, argumenta o prefeito de Maués, Junior Leite.

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