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Tirar dinheiro do interior, que já é pouco, para cobrir o rombo da saúde não é o melhor caminho”, afirma Sidney Leite

O deputado federal Sidney Leite (PSD), em entrevista à Rádio Band News Difusora, critica as medidas do Governo Wilson Lima para o interior do Estado, diz acreditar no crescimento da Zona Franca no Governo Jair Bolsonaro e também afirma confiar que a BR-319 será concluída. A informação foi divulgada pela jornalista Rosiene Carvalho em sua página no Facebook. 

No primeiro mandato de deputado federal, após ser prefeito de Maués, deputado estadual e secretário de Estado de Produção Rural, Sidney Leite (PSD) inicia a atuação em Brasília tentando se articular para ocupar espaços decisivos para o modelo Zona Franca de Manaus Comissão de Economia e Tributação da Câmara dos Deputados e Comissão de Desenvolvimento Regional e Amazônia.

Confira os principais trechos da entrevista que foi ao ar na Coluna de Política da Rádio Band News Difusora na manhã desta quinta-feira, dia 14:

Zona Franca de Manaus

“Se nós destravarmos o PPB, conseguiremos avançar em outros segmentos”.

“Nós, parlamentares, temos que estar preparados para discutir incentivos fiscais. O incentivo da ZFM corresponde a 8% do incentivo do País todo. É um incentivo que gera tributos. Tanto é que o Amazonas sozinho, fruto desse modelo, é o maior gerador de tributos federais do Norte do Brasil. O Sudeste sozinho tem quase 50% dos incentivos fiscais do Brasil. Então, os argumentos não nos faltam”.

Pacote de Segurança do Ministro Sério Moro

“A segurança pública é feita no grosso pelos Estados, que estão em estado de penúria”.

“Eu disse para o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia: não há controle nenhum. A droga entra no meu estado e lá no seu estado vão ficar enxugando gelo, porque não resolve. A droga continua indo e armamento pesado também”.

“Não se cura câncer com pomada”, referência às propostas de Moro.

Setor primário

“O orçamento que o Estado executou no ano passado foi de R$ 90 milhões. Este ano vai para R$ 400 milhões. Ou seja, tem condições de melhorar a assistência técnica, de melhorar a atividade meio e tem condições de fazer fomento”.

“Agora, pegar esse recurso para ficar fazendo encontros, eventos, pagando diária, passagem … nós não vamos chegar a lugar nenhum. Vamos ter uma bela coreografia, parecer que as coisas estão acontecendo e não estão”.

“Não vamos resolver o problema do setor primário comprando machado, roçadeira … isso dá para resolver com linha de crédito. O que precisamos é de novas tecnologias, em mecanização. Aumentar produção e diminuir o desmatamento”.

“Temos condições de aumentar quatro vezes nosso rebanho sem desmatar uma árvore, recuperando pastagem e melhorando o manejo. Agora, precisamos de investimento”.

“Ainda se consome queijo de origem questionável. A farinha é feita do mesmo jeito de quando inauguraram o encontro das águas”.

“O Ipaam atrapalha muito o setor da agropecuária. E as florestas no Amazonas não estão de pé por causa do Ipaam. É por causa dessas milhares de famílias espalhadas pelo interior do Estado”.

FTI

“O FTI vai ter este ano em torno de R$ 800 milhões, mas é um recurso muito tímido frente às demandas do interior. A Saúde em Manaus quem cuida é o Governo do Estado. No interior, quem cuida é o prefeito, inclusive do que é de responsabilidade do Estado. Não tem médico no hospital, de responsabilidade do Estado, nos municípios, se o prefeito não contratar. Todo hospital tem gente das prefeituras, porque senão nem o hospital é limpo”.

“O governo sinaliza pegar dinheiro do FTI, do interior, que já é pouco, para cobrir o rombo da saúde. Eu não entendo que esse é o melhor caminho”.

 

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Foto: Reprodução fanpage Band News Difusora

Com informações do Portal do Amazonas 

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