Pós Eleições

Normando Bessa faz arrastão em Tefé após derrota nas urnas

Além de levar itens pertencentes ao município, Bessa exonerou funcionários públicos que não teriam votado nele, e ainda retirou mais de R$ 5 milhões dos cofres públicos para investimentos nos últimos dois meses do seu mandato.

O atual prefeito de Tefé, Normando Bessa (PP), perdeu as últimas eleições para o recém-eleito Nicson Marreira (PRTB). Após a derrota nas urnas no dia último dia 15, moradores denunciam que o prefeito está saqueando o município, levando itens que pertenciam a brinquedoteca, televisores e até as palmeiras da cidade foram arrancadas. Veja:

A atitute do futuro ex-prefeito deixou a população indignada. Os moradores da cidade registraram imagens e publicaram nas redes sociais como forma de denúncia.

Normando era conhecido em Tefé como “perseguidor” e um vídeo veiculado nas redes sociais durante a campanha eleitoral [ele] aparece ameaçando moradores da comunidade de Caiambé após pesquisa eleitoral apontar sua derrota. O vídeo viralizou na época das eleições.

A atitude de Bessa comprova as ameaças. Se o município não o reelegeu, o município não merece nenhum benefício após seu mandato, por isso, até as árvores estão sendo arrancadas e a estrutura da praia desfeita.

Funcionários públicos como médicos e professores estão sendo exoneradas como forma de vingança. De acordo com um profissional da saúde que não quis ser identificado por medo de represálias, em menos de uma semana após as eleições começaram as demissões.

“Outra postura questionável e imoral dessa gestão é o fato da perseguição aos profissionais que como eu, não acompanharam o modelo de gestão do atual prefeito e escolheram apostar em uma nova proposta de gestão nas eleições do dia 15/11. Menos de uma semana após a eleição eu e outros vários profissionais fomos demitidos por não ter votado no prefeito”. Relatou o médico. Ele denunciou também que no hospital, mais especificamente na área de COVID-19, os pacientes são neglicenciados, já que o município não mantém médico de plantão exclusivo aos cuidados dos infectados.

“Essa postura, a meu ver, é duplamente prejudicial à população. Porque além de neglicenciar os cuidados dos pacientes internado com COVID, aumenta a exposição da população a se contaminar também, pois no momento em que o médico sai do pronto socorro e vai até a ala Covid para alguma emergência clínica (muitas vezes sem uso de EPI’s) pode ser um vetor de transmissão ao voltar para o pronto socorro e ter contato direto com os pacientes sem COVID-19.” Concluiu.

No dia 23 de Novembro, o prefeito ainda publicou no Diário Oficial dos Municípios o gasto de R$ 5,6 milhões com materiais de construção e materiais elétricos para “manutenção de bens imóveis” faltando apenas dois meses para terminar o seu mandato.

O Ministério Público de Tefé já foi informado dos atos abusivos do atual prefeito e está em diligências apurando as denúncias.

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Reportagem de Érika Passos 

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